EVOLUIR , PRA QUÊ?

Na busca pela origem do homem, a arqueologia, a antropologia e a idiossincrasia tiveram papel preponderante. A cada ciência seguiu-se o papel de desvendar certas questões menores a formarem hipóteses para a questão magna, a saber, de onde, raios, viemos? Dos fósseis encontrados, foi possível determinar uma filogênese desagradável o bastante para fazer o papa papar moscas. A cada registro fóssil encontrado, maiores detalhes foram se agregando para desembocar no que hoje temos como a teoria — ainda que incompleta — acerca de nosso surgimento.

Dentro deste rol de evidências, descobriu-se que humanos e chimpanzés começaram a divergir somente há cinco milhões de anos. Embora muitos cientistas já tenham notado a proximidade entre os homens e os grandes macacos, recentemente esta afinidade foi melhor estudada. Verificou-se que 98,9% da sequência de pares de bases do ácido desoxirribonucleico são similares entre o homem e seus parentes mais próximos. A fração divergente engloba genes responsáveis pelas conquistas sexuais pervertidas, calotes no imposto de renda e adaptação fisiológica para digerir uma feijoada.
Todavia, nenhuma pessoa é capaz de confundir um homem com um macaco, exceto se for míope ou se tiver o intuito de ofender nossos ancestrais. Sob a égide das comparações morfológicas entre chimpanzés e humanos, várias diferenças podem ser apontadas com facilidade, sejam elas a postura, a descompostura, a locomoção, as obscenidades verbais, os devaneios sexuais, entre outras. 
A existência de dois gêneros separados para esses organismos decorre das diferenças apontadas acima, e, é claro, pelo fato de os classificadores serem seres humanos arrogantes e amantes de idealismos sexuais.
Independentemente dos pensamentos possíveis, percebe-se que cada vez mais o ser humano é considerado pela ciência como apenas mais uma espécie, o que possibilita a insurgência de oposições e críticas preconceituosas de alguns pesquisadores beatos e da massa social disforme e acéfala.
O botânico suíço Carl von Linné, criador da taxonomia moderna, recebeu severas e inúmeras críticas por colocar o homem no mesmo reino que os cães, os ornitorrincos e as hienas (ao menos descobriu-se, depois, por que as hienas riem). Thomas Huxley, naturalista inglês, reconheceu uma ampla afinidade entre símios e seres humanos; utilizou suas descobertas, depois, para ridicularizar um vigário vigarista e defender Charles Darwin. Este, o maior de todos os evolucionistas, especulou o suficiente para fazer qualquer homem rir de sua posição na natureza.
Fica clara, por fim, a tendência científica de retirar do homem a ilusão de sua magnificência, entendendo-o como apenas mais uma espécie com algumas poucas características mais complexas que os demais organismos (seja ela a capacidade de diferenciar e nominar um abacaxi e um limão) e outras menos desenvolvidas em relação a outras espécies (tais como tirar cera do ouvido). (ATEU.NET)

About superneandertal

Irmão mais velho do neandertal, mais novo do homo-sensibilis.
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