Alternativa ao “Vá a pé” do Kassab!

 O Vá-de-Bike do Boris -LONDRES

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 POR UMA METRÓPOLE MAIS HUMANA

LONDRES
Por David Byrne (Talking-Head) Em: 21/01/2011, de journal.davidbyrne.com

  Fui a Londres esta semana para fazer um par de dias de imprensa e a promoção de Ride, Rise, Roar, documentário dos concertos de minha última turnê, dirigido por Hillman Curtis. Uma peça que eu fiz antes de me dar bem, para o Sunday Times Magazine, vai sair este fim de semana, e eles têm um título que aparentemente cita-me dizendo: “Simon Cowell é o Anticristo.” Ah, a imprensa britânica… sempre ecolhendo o caminho mais fácil. The Times, antes que se esqueça, é propriedade de um Sr. Murdoch, e já foi um jornal venerável, embora incrivelmente indigesto (WSJ, seus dias estão contados)(sic). Eles foram tão reservados, em seu modo britânico de ser, que não correu notícia na primeira página ugh, muito poluídos e inconvenientes! Como os tempos mudaram. Enviaram-me antecipadamente uma cópia da matéria e tive um sobressalto: eu realmente disse isso? Não soa como algo que eu diria! Depois, horas depois, lembrei-me de ter dito algo como “Os Sex Pistols não são o anticristo (em referência a uma de suas letras); Simon Cowell é o anticristo.” Por que eu quis transmitir que o diabo não vai chegar em uma forma óbvia, como uma besta rosnando ou como um rebelde anarquista, que seria muito fácil, mas como um bom negociador empresarial. Eu não li mais nada do artigo, então eu não tenho idéia do mal que eles possam ter agitado.

Depois de quase dois dias sem parar de falar, eu tive um dia inteiro de folga (embora à noite houvesse uma seleção e pretendesse de fazer um Q & A (sic) em seguida).
Eu decidi tentar o que aqui é referido como Boris Bikes sistema de aluguel de bicicletas (o nome do prefeito de Londres é Boris) que foi instalado recentemente. É modelado segundo o sistema Velib francês. O Barclays Bank é um dos patrocinadores (Boris vendeu os direitos de nomeação do programa em 25 milhões de Libras (R$ 40 mi) a nomeação oficial é Barclays sistema de aluguel de bicicletas) portanto detém seus anúncios bem visíveis, no pára-lamas e porta-mala das bikes. Será que um banco dos EUA ou do Brasil faria o mesmo? Um bônus qualquer do Goldman Sachs provavelmente seria capaz de levar a uma cidade inteira benefícios como esse.

Enfim, aqui está como o sistema funciona:

Eles têm centenas dessas estações no centro de Londres, com a maioria delas poucas quadras uma das outras. Há um mapa on-line que mostra onde estão todas elas.


Havia uma estação atrás do meu hotel, de modo que é onde eu fui primeiro. Se você é um assinante, você tem uma chave eletrônica, que é confiada a você, para inseri-la em um ponto de ancoragem onde uma bicicleta é liberada. Se você é um estrangeiro, ou um “usuário casual” como eu, você vai para a tela de toque, concorda com os termos, como faria em qualquer compra on-line, passa o cartão de débito ou crédito, e é dado a você um código numérico simples, que irá desbloquear a bicicleta do titular.
Custa £ 1 (R$ 2,70), por 24 horas, sem ônus para a primeira meia hora, se saltar depois. Isso serve para incentivar viagens de curta distância, e todas as minas eram em menos de 30 minutos, então eu não era cobrado por hora. A multa é caríssima se uma uma bicicleta não for devolvida.

Claro, se você estiver andando fora da área de cobertura atual do sistema, no centro da cidade, você está ferrado. Mas provavelmente o sistema irá se expandir para Hackney e Shepherd’s Bush. Você logo entende a vantagem de saltar de sua bicicleta perto do seu destino para, em seguida, pegar uma nova nessa estação, quando fizer a sua viagem de retorno. Se ambas as viagens são em menos de 30 minutos, não há cobranças. Naquela tarde, eu fiz cinco viagens, da galeria do museu para almoço conjunto, e funcionou apenas com poucos tropeços. Todos as trechos da minha viagem tinham menos de 30 minutos.

As bicicletas são resistentes (como seria de se esperar), com apenas três marchas (Londres tem alguns morros, por isso 3 engrenagens é suficiente). Há pára-lamas o bastante, uma buzina e faroletes dianteiros e traseiros que funcionam automaticamente, movidos por uma turbina no cubo da roda. Elas são uns animais pesados, de modo que para a carregar por alguns degraus até uma ponte, como eu fiz, era um sacrifício, mas na estrada eu continuei como os outros, sobre as suas próprias bicicletas, para não me sentir em desvantagem.

(Versão Brasileira: S. Neandertal)

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Irmão mais velho do neandertal, mais novo do homo-sensibilis.
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