Grã Bretanha em alerta contra Catástrofes Climáticas

Ministério do Planejamento do Reino Unido (DEFRA) apresenta plano de resistência às alterações climáticas
David Shukman (Correspondente de Meio Ambiente, BBC News)
-28/01/2011

Estradas construídas nos mesmos padrões que as do escaldante sul da França; peixes movidos da superaquecida Lake District para águas mais frias na Escócia; faróis ameaçados pela elevação dos mares.

Das medidas que já estão em uso, prevendo absurdos cenários para futuro, estas são algumas das propostas do primeiro lote de planos para adaptação às alterações climáticas apresentados ao Ministro do Meio Ambiente do Reino Unido.
Sob a “Lei de Mudança Climática” (Climate Changes Act) , 91 das maiores organizações responsáveis pelos principais aspectos da infra-estrutura nacional têm que explicar como vão enfrentar o clima, se alterado como o previsto.
As projeções mais recentes sugerem o potencial  para uma grande mudança, por exemplo, que é “muito provável”   que o sul da Inglaterra se tornará em média 2,2 a 6.8 graus C mais quente até 2080. Esta gama de aquecimentos possíveis revela as enormes incertezas inerentes às previsões climáticas. No entanto, o objetivo dos estudos é o de assegurar que o planejamento de longo prazo leve em conta os possíveis riscos. Muitas das idéias para a adaptação têm sido exibidas, ou já foram antes, mas esta é a primeira vez que foram reunidas em um conjunto formal de estratégias.

No seu plano,  a Agência de rodovias reconhece os riscos de deterioração das estradas mais rapidamente em altas temperaturas e climas mais freqüentemente extremos. Uma solução, já adotada em 2008, é copiar as especificações das fundações rodoviárias que são utilizadas no sul da França.
A Agência Europeia do Ambiente alerta que o aumento da temperatura também será muito estressante para a vida selvagem, com peixes sob maior risco. Ela levanta a opção radical de deslocalizar algumas espécies de peixes do Lake District para habitats mais ao norte, onde as águas serão mais frias.
O Trinity House Lighthouse Authority, que administra 68 faróis da costa de Gales e Inglaterra, avalia que a maioria das suas instalações não sofrerá impactos. Mas detalha que, se não forem tomadas medidas necessárias, quatro faróis serão ameaçados pela subida do nível do mar, com outros nove cujo cais de desembarque pode estar em risco no futuro. O Trinity House estima ainda que cinco faróis possam sofrer com a erosão das falésias que os baseiam – mas sublinha que este processo pode não ter nada a ver com a mudança climática.

Ondas na pista

A Rede Ferroviária britânica levanta preocupações sobre como manter os passageiros legais em ondas de calor, garantindo que as linhas ferroviárias não se sobrecarreguem em altas temperaturas, a fim de evitar que um tunulto vire um colapso, como resultado das inundações. Um de seus trechos mais vulneráveis é na costa sul de Devon, entre Dawlish e Teignmouth, onde durante as tempestades muitas vezes  ondas se quebram sobre a linha. A Network Rail, diz que o nível do mar neste ponto tem subido 30 centímetros desde 1840 e está previsto que suba ainda 70 centímetros até 2050, e 1,45 m em 2100. O risco de a pista ser  “engolida”’ irá aumentar em  50% até 2020 e triplicar em 2080, segundo as previsões. Já foram investidos £ 8,5 milhões nos últimos 10 anos para fortalecer as defesas do mar e se estabelecer  um sistema de alerta precoce para monitorar  os desabamentos de falésias. A Rede Ferroviária britânica acredita que está “no controle do jogo” devido ao seu planejamento para as futuras mudanças, mas avisa que toda adaptação aos novos regimes de proteção contra as inundações dos vizinhos Teignmouth e Dawlish terá de ao “toque de caixa”.
O National Grid (Agência de Energia britânica) apresentou dois relatórios, de gás e electricidade. No do gás, ele adverte que os tubos podem ser expostos por meio de abatimento ou de erosão e que já está trabalhando para substituir tubos de metal de idade por aquelas feitos de polietileno.
Em eletricidade, identifica 13 subestações (não nomeadas) que são vulneráveis a uma enchente de um em um século, um risco relativamente alto para ativos tão importantes.
As inundações de 2007 acordaram a indústria britânica para o problema, quando uma subestação de Walham, vital em Gloucester, servindo a dezenas de milhares de famílias, foi quase esmagada pela água.
Ainda este ano, as empresas de energia, as concessionárias de água, as autoridades portuárias e outros setores irão apresentar os seus planos, levando finalmente a uma estratégia de adaptação nacional.

Fonte: BBC NEWS    (tradução S. Neandertal)

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Irmão mais velho do neandertal, mais novo do homo-sensibilis.
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